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OAB de Minas Investiga Desembargador Que Voltou a Advogar
Notícias
23 maio 2012
Denúncia no Facebook

A seccional mineira da Ordem dos Advogados do Brasil entrou com um
processo administrativo para investigar a idoneidade do advogado recém
reinscrito na entidade Antônio Fernando Guimarães. O que motivou o
processo foi uma denúncia via Facebook, que questionou a idoneidade do
profissional que já foi desembargador do Tribunal Regional do Trabalho
da 3ª Região e deixou o cargo aposentado compulsoriamente pelo Conselho
Nacional de Justiça. A aposentadoria compulsória de Guimarães, julgada em 15 de março de
2011, apontava uma série de indícios de tráfico de influência e obtenção
de vantagens financeiras indevidas. Entre as vantagens, estava o
apartamento de luxo no qual Guimarães morava pagando apenas R$ 200 de
aluguel. Segundo o processo, o “desconto” era obtido por vantagens dadas
ao escritório de advocacia Vilhena & Vilhena (que tem como sócio o
dono do imóvel) em seus processos no TRT-3. Guimarães foi reinscrito na OAB de Minas Gerais seis meses depois de ser
afastado pelo CNJ, em setembro de 2011. No Tribunal de Justiça de Minas
Gerais, é possível encontrar um processo no qual Guimarães está atuando
como advogado. No caso, ele advoga para a empresa Assiste Saúde do
Trabalhador e Medicina do Trabalho Ltda.
Um questionamento feito por um advogado no Facebook levou a presidência
da OAB-MG a abrir um processo administrativo que, após o contraditório,
será submetido a análise do Conselho Pleno. O profissional questionava a
idoneidade moral do colega, exigida para a inscrição de um advogado na
Ordem pelo artigo 8º da Lei 8.906.
Fonte; conjur
logomarca de tudeiaeadvogados.com
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