Artigo: CNJ Não Oprime Juiz Que é Independente
Por Ali Mazloum Ali Mazloum A polêmica instaurada em torno da amplitude dos poderes do Conselho Nacional de Justiça anuviou o real problema da magistratura brasileira: apatia. Falta capacidade inovadora. O marasmo é consequência de critérios reducentes da liberdade de hermenêutica. Seguir por caminhos convencionais tornou-se a única escolha segura para garantir progressão funcional. A politicagem cada vez mais infiltrada nos meandros da Justiça não é novidade. E, não é preciso muito esforço para perceber que os juízes estão completamente perdidos em sua atual caminhada paredista. Procuram culpados pelo atual quadro. Primeiramente, deve-se salientar que a opressão à independência dos juízes de primeiro grau não deflui das atividades do CNJ. Ela é interna, vem dos próprios tribunais. A hierarquização das fileiras do Judiciário já é tão visível que às togas restaria apenas grudar insígnias. O exacerbado carreirismo, a incessante busca por promoções, o subjetivismo nas escolhas têm dita...