Duas notas Preconceito e discriminação: Banco manda colocar pedras na sua calçada para evitar aglomeração de mendigos e o DPDC abre processo contra Brasil Kinn por discriminação
Domingo, 06 de Outubro de 2013
1º ) estamos em Manaus, no Amazonas:
A direção da agência Bradesco Parque 10, Conjunto Castelo Branco, zona centro sul, resolveu acabar com o "conforto" de uma meia dúzia de desabrigado que, diariamente, ocupavam as calçadas daquela casa bancária para descansar.
1º ) estamos em Manaus, no Amazonas:
BRADESCO RESOLVE JOGAR DURO COM MENDIGOS E OCUPA CALÇADA COM PEDRAS PONTIAGUDAS
Fotos: JM Catelo / Portal do Holanda
A direção da agência Bradesco Parque 10, Conjunto Castelo Branco, zona centro sul, resolveu acabar com o "conforto" de uma meia dúzia de desabrigado que, diariamente, ocupavam as calçadas daquela casa bancária para descansar.
Pablo, um morador de rua que dormia no local, estava triste e resumiu com uma frase o seu protesto: "eles quere que a gente se foda".
Para tirá-los da área externa do banco, sobretudo no horário do descanso pós almoço, a direção mandou que fossem colocadas pedras pontiagudas na calçada com espaçamento de menos de vinte centímetros uma das outras e fim de festa.
Toda calçada, privilegiada com sombra o dia todo, agora é das pedras.
Até mesmo os clientes do banco tiveram seu direito de ir e vir cerceado - logo, impedidos de transitar na calçada do banco.
************************************************************************************************************
2º ) Em Brasília, no Ministério da Justiça, veja só :
NEGRA GOSTOSA AMEAÇADA DE PROCESSO POR RACISMO. SE FOSSE LOIRA…PODIA?
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, abre um processo administrativo contra a Brasil Kirin por conta de um anúncio criado pela Mood e veiculado em 2011. A peça é acusada de publicidade abusiva – mais especificamente discriminação de gênero e valorização de estereótipos racistas – e pode gerar uma multa de R$ 6 milhões.
A publicidade em questão trazia o slogan “É pelo corpo que se conhece a verdadeira negra” e a ilustração de uma mulher de pele negra para divulgar a versão “Tropical Dark” do produto. A empresa tem prazo até a próxima segunda-feira, 14, para apresentar sua defesa junto ao ministério.
A abertura do processo administrativo foi anunciada no Diário Oficial da União dessa sexta-feira, 4, e teve como motivação uma representação do Procon do Estado do Espírito Santo, que recebeu a denúncia ainda em 2011.
Consultada, a Brasil Kirin afirma que não comenta processos jurídicos em andamento. “A empresa reitera que conduz seu negócio com respeito e ética a todos os seus públicos e consumidores”, diz, por meio de comunicado.
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já havia indicado racismo, machismo e sexismo na peça, sugerindo mudanças em maio de 2011. Na análise do conselho, a peça tinha teor discriminatório, mas não sexista. A recomendação, na época, foi suprimir a frase “É pelo corpo é que se reconhece a verdadeira negra”. Já a pose sensual, que também está na mira do DPDC, passou pelo crivo.
Nota do blog: in casu, o preconceito é do próprio censor, ora bolas !
Fontes: Potal do Holanda e Clóvis Cunha, respectivamente
Comentários
Postar um comentário