STJ terá o primeiro Ministro portador deficiência física. Um intelectual, diga-se de passagem...
Quinta Feira, 06 de Dezembro de 2012
* A talidomida chegou ao mercado, pela primeira vez, na Alemanha em 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjoos matinais. Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano.
* Os procedimentos de testes de drogas naquela época eram muito menos rígidos e, por isso, os experimentos feitos na talidomida não revelaram seus efeitos teratogênicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
* No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas: crianças passaram a nascer com focomelia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida" ou "geração talidomida".
* Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
* Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.
Por um longo tempo, a talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história. Por outro lado, estão em estudo novos tratamentos com a talidomida para doenças como o cancro, câncer de medula e, já há algum tempo, para a lepra.
* Em 2010 foi instituída no Brasil a Lei nº 12.190 que complementa a Lei nº 7.070, de 1982, e representa gastos de aproximadamente R$ 34,5 milhões como pensão especial, mensal, vitalícia e intransferível aos portadores da deficiência. Serão 227 vítimas que vão receber R$ 50 mil em indenização, valor que aumentará na medida em que ocorra dependência resultante da deficiência física.
Fonte: www.espaovital.com.br
foto com legenda do Portal Gazeta do Povo
Histórico
O procurador Sérgio Luiz Kukina entrou noMinistério Público do Paraná em 1984 e atualmente exerce a chefia da coordenadoria de Recursos Cíveis do órgão, em Curitiba, responsável pelos recursos apresentados ao STJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não há data definida para Kukina se desligar de suas funções no Paraná para assumir o novo cargo em Brasília.
Se o STF tem o primeiro ministro negro desde 1808, o STJ não ficará para trás em ineditismo.
Com a posse, ainda este mês, de Sérgio Luiz Kukina na vaga de Hamilton Carvalhido, pela primeira vez na história a corte terá um ministro que é portador de deficiência física.
A vaga é reservada ao Ministério Público dos Estados.
Paranaense, ele nasceu sem parte do braço direito, vítima de talidomida.
Na campanha para que ele chegasse ao STJ, Kukina foi elogiado pela presidência do TJ do Paraná como "homem que possui intelecto privilegiado e a humildade característica dos sábios".
Para o procurador-geral de Justiça do Paraná, Gilberto Giacoia, o nome de Kukina não é apenas positivo para o MP, mas para todo sistema judiciário. “Sou crítico ao modo de escolha para ingressar no STJ. Deveria ocorrer uma ampla participação popular. Porém, o perfil de Kukina transcende qualquer disputa política. Sua vida pública é marcada pela exemplaridade"- disse.
O surgimento, as vantagens e os riscos do uso da talidomida
Com a posse, ainda este mês, de Sérgio Luiz Kukina na vaga de Hamilton Carvalhido, pela primeira vez na história a corte terá um ministro que é portador de deficiência física.
A vaga é reservada ao Ministério Público dos Estados.
Paranaense, ele nasceu sem parte do braço direito, vítima de talidomida.
Na campanha para que ele chegasse ao STJ, Kukina foi elogiado pela presidência do TJ do Paraná como "homem que possui intelecto privilegiado e a humildade característica dos sábios".
Para o procurador-geral de Justiça do Paraná, Gilberto Giacoia, o nome de Kukina não é apenas positivo para o MP, mas para todo sistema judiciário. “Sou crítico ao modo de escolha para ingressar no STJ. Deveria ocorrer uma ampla participação popular. Porém, o perfil de Kukina transcende qualquer disputa política. Sua vida pública é marcada pela exemplaridade"- disse.
O surgimento, as vantagens e os riscos do uso da talidomida
A talidomida é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico. Devido a seus efeitos teratogênicos, tal substância deve ser evitada durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar, pois pode causar má-formação ou ausência de membros no feto.
* A talidomida chegou ao mercado, pela primeira vez, na Alemanha em 1957. Foi comercializada como um sedativo e hipnótico com poucos efeitos colaterais. A indústria farmacêutica que a desenvolveu acreditou que o medicamento era tão seguro que era propício para prescrever a mulheres grávidas, para combater enjoos matinais. Foi rapidamente prescrita a milhares de mulheres e espalhada para todas as partes do mundo (46 países), sem circular no mercado norte-americano.
* Os procedimentos de testes de drogas naquela época eram muito menos rígidos e, por isso, os experimentos feitos na talidomida não revelaram seus efeitos teratogênicos. Os testes em roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. Mais tarde, foram feitos os mesmos testes em coelhos e primatas, que produziram os mesmos efeitos horríveis que a droga causa em fetos humanos.
* No final dos anos 1950, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congênitas: crianças passaram a nascer com focomelia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Os bebês nascidos desta tragédia são chamados de "bebês da talidomida" ou "geração talidomida".
* Em 1962, quando já havia mais de 10.000 casos de defeitos congênitos a ela associados em todo o mundo, a talidomida foi removida da lista de remédios indicados.
* Cientistas japoneses identificaram em 2010 como a talidomida interfere na formação fetal. Eles descobriram que o medicamento inativa a enzima cereblon, importante nos primeiros meses de vida para a formação dos membros.
Por um longo tempo, a talidomida foi associada a um dos mais horríveis acidentes médicos da história. Por outro lado, estão em estudo novos tratamentos com a talidomida para doenças como o cancro, câncer de medula e, já há algum tempo, para a lepra.
* Em 2010 foi instituída no Brasil a Lei nº 12.190 que complementa a Lei nº 7.070, de 1982, e representa gastos de aproximadamente R$ 34,5 milhões como pensão especial, mensal, vitalícia e intransferível aos portadores da deficiência. Serão 227 vítimas que vão receber R$ 50 mil em indenização, valor que aumentará na medida em que ocorra dependência resultante da deficiência física.
Fonte: www.espaovital.com.br
foto com legenda do Portal Gazeta do Povo
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