Vida Cotidiana: Família Acampa em Frente ao Fórum para Protestar por Pensão e o caso do Trabalhador que foi Demitido Enquanto Velava a mãe, que falecera...


Feira de Santana: Família acampa em frente a fórum para protestar por pensão
Foto: Reprodução / G1
Quatro pessoas de uma mesma família estão acampadas em frente ao Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, em protesto contra a demora no cumprimento de uma pensão alimentícia decretada há sete anos pela Justiça, mas que ainda não foi recebida. Segundo José Luciano, ele e o irmão têm direito ao valor de R$ 200 mil referentes a uma pensão alimentícia determinada pela Justiça, mas até o momento o processo não foi despachado. “Minha mãe está com problema de visão e eu tenho vontade de ajudá-la a pagar uma cirurgia, mas no momento não posso”, diz. Por conta de demora no cumprimento da decisão, José Luciano está acampado com mais três familiares em frente ao fórum e se alimenta apenas com água. O juiz responsável pelo despacho do processo da família que está realizando protesto, Carlos Alberto Carneiro Brandão Filho, não estava no fórum no momento da reportagem. O caso de José Luciano não é o único em Feira de Santana. No Fórum Filinto Bastos funcionam três varas da família, mas na 2ª Vara a juíza é substituta. Ela passa uma semana em Feira de Santana e outra em Morro do Chapéu, no centro-norte do estado. Nesta vara existem 2.477 processos referentes a pensão alimentícia.


Fonte: Bahia Notícias

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INDENIZAÇÃO PARA VIGILANTE QUE FOI DEMITIDO ENQUANTO VELAVA SUA MÃE


A empresa Mobra Serviço de Vigilância Ltda. foi condenada pela juíza Adriana Freires, da JT de São Borja (RS), a pagar R$ 20 mil como compensação pelo dano moral que impôs ao trabalhador Edon dos Santos Arce.

Tendo se desinteressado dos serviços profissionais do empregado, a Mobra formalizou o aviso prévio antecedente à dispensa, em fevereiro deste ano, quando o trabalhador velava sua genitora, que falecera no dia anterior.

O advogado Olgi Caetano Rigon atua em nome do trabalhador.

Na edição de 17 de fevereiro deste ano, o advogado Gastão Ponsi (OAB-RS nº 33.928) - sem nenhuma relação com o trabalhador Edon Arce - enviou ao Espaço Vital o seguinte artigo:
Comunicação inoportuna em momento de muita dor 

Os filhos prestando as últimas homenagens à mãe falecida. Uma situação que por si já entristece, abate, angustia... deprime a pessoa humana.  A família, em pesar, vive um momento de grande dor. Junto com amigos zelam pelo corpo da mãe.

A família Arce passou por tais sentimentos no dia do falecimento da matriarca – Vidalvina dos Santos Arce, que ocorreu no dia 9 de dezembro passado, em São Borja. Somente quem passou por situação semelhante sabe a profundidade da dor sentida: a perda da mãe. Um momento, onde os familiares recebem os pêsames, as condolências dos amigos, dos vizinhos, conhecidos e inclusive de desconhecidos, afinal é conforto que se tentar passar aos que estão em luto.

Ocorre que, para ampliar e aprofundar toda a dor que a família sentia naquele momento, ocorreu um fato que merece o repúdio da sociedade e das pessoas de bem. Um representante da empresa Mobra Serviços de Vigilância Ltda, adentrou ao local do velório e, de forma inusitada efetuou a demissão de Edon dos Santos Arce -  filho da falecida -, entregando-lhe de forma escancarada o aviso prévio de demissão, em pleno ato fúnebre, na sala onde a família Arce - tradicional da cidade de São Borja - velava o ente querido.

As pessoas já fragilizadas com a perda, sofreram mais um golpe, pusilânime, covarde, abusivo e que aprofunda de forma extraordinária a dor já sentida. Receber aviso demissional no velório da mãe é um ato desumano e cruel.

Esse fato, constrange, fere, causa humilhação e revolta, não só os familiares, mas a comunidade são-borjense. E deve receber a desaprovação e o repúdio de todos. Saliente-se que tal fato não encontra precedentes conhecidos, por ser totalmente descabido e constrangedor.

Efetuo este relato como forma de demonstrar a solidariedade à família Arce e prestar o conforto da sociedade são-borjense. Afirmar que apesar da agressão sofrida naquele momento de aflição, a comunidade oferece o apoio como forma de amenizar a dor sentida.

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