Bullying e discriminação sexual: Aluno que apanhou em sala de aula e o discurso de Fidélis
Quinta Feira, 02 de Outubro de 2014

DP-BA move ação contra professor e escola para indenizar aluno que sofria bullying
Foto: Reprodução
A Defensoria Pública da Bahia ingressou com um pedido de indenização na Justiça em favor de um adolescente de 13 anos que sofria bullying na escola que estudava. O adolescente foi vítima de intimidação, agressão e teve seu cabelo cortado por colegas de sala. O pedido de indenização foi feito pela defensora Gisele Aguiar, da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente. Ela foi procurada pela mãe do garoto, que relatou as agressões sofridas pelo filho. Segundo a defensora, as agressões foram realizadas sem motivos e de forma repetida, através de “brincadeiras” que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar. Um ofício também foi encaminhado ao Conselho Estadual de Educação. A ação tem como alvo o professor e a escola. O adolescente foi ridicularizado diversas vezes por usar rabo de cavalo. O professor ofereceu dinheiro para quem conseguisse cortar o cabelo do menino. Diante do fato, a escola se omitiu e tratou a situação como uma brincadeira. O adolescente abandonou a escola no meio do ano escolar. Para a defensora, a omissão da escola é um “total desrespeito ao ser humano”.
&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&
Levy Fidelix mantém discurso e diz que 'não corre do pau'
São Paulo - O candidato do PRTB à Presidência, Levy Fidelix, disse na terça-feira que "não corre do pau" e continua mantendo a posição a respeito do casamento gay defendida por ele durante o debate realizado pela TV Record no último domingo (28). Em entrevista ao Estado, no entanto, afirmou que se for perguntado sobre o mesmo assunto no debate de hoje à noite, na Rede Globo, vai evitar fazer comentários.
"Eu não vou entrar nessa armadilha orquestrada pela Luciana Genro (candidata do PSOL com a qual debateu sobre o assunto no domingo) no próximo debate, e só vou discutir questões sociais e econômicas. A minha opinião já foi dada", afirmou.
"Eu não vou entrar nessa armadilha orquestrada pela Luciana Genro (candidata do PSOL com a qual debateu sobre o assunto no domingo) no próximo debate, e só vou discutir questões sociais e econômicas. A minha opinião já foi dada", afirmou.
Fidelix, que passou o dia sem sair do seu comitê, instalado no bairro Moema, em São Paulo, negou que tenha cometido homofobia e disse que agiu em defesa da família. "A minha posição é a mesma, não é nada de homofobia. Ao contrário, defendo a posição do pai, da mãe, da família tradicional. E nem por isso é discriminação", disse.
Ele repetiu por diversas vezes que não é contra os gays e que, inclusive, já contratou funcionários homossexuais. "Eu já tive aqui no partido um rapaz que tinha essa 'característica'. Dei carinho, afeto e nunca deixei fazerem bullying com ele", explicou o candidato. "Ninguém escutou nenhuma palavra minha dizendo: vamos bater, agredir os gays. Sou contra isso e defendo respeito para todos. Quem incitou isso foi a Luciana Genro", acusou.
'Jogo pesado'
O episódio ocorreu no domingo à noite, já nos minutos finais do debate na TV Record. Luciana Genro lhe pediu que se definisse a respeito do casamento homoafetivo. Ele assumiu uma expressão séria e afirmou: "Jogo pesado, esse aí agora. Nesse, jamais eu poderia entrar."
E prosseguiu afirmando que "união do mesmo sexo não cria filho" e que "aparelho excretor não reproduz" - frase recebida, na plateia, com surpresa e, para alguns, com indignação. Também afirmou que a população poderia diminuir se as uniões homossexuais prosperassem. "O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100."
Ontem, Fidelix foi procurado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e pelo pastor Silas Malafaia, que lhe levaram solidariedade e apoio.
Ele repetiu por diversas vezes que não é contra os gays e que, inclusive, já contratou funcionários homossexuais. "Eu já tive aqui no partido um rapaz que tinha essa 'característica'. Dei carinho, afeto e nunca deixei fazerem bullying com ele", explicou o candidato. "Ninguém escutou nenhuma palavra minha dizendo: vamos bater, agredir os gays. Sou contra isso e defendo respeito para todos. Quem incitou isso foi a Luciana Genro", acusou.
'Jogo pesado'
O episódio ocorreu no domingo à noite, já nos minutos finais do debate na TV Record. Luciana Genro lhe pediu que se definisse a respeito do casamento homoafetivo. Ele assumiu uma expressão séria e afirmou: "Jogo pesado, esse aí agora. Nesse, jamais eu poderia entrar."
E prosseguiu afirmando que "união do mesmo sexo não cria filho" e que "aparelho excretor não reproduz" - frase recebida, na plateia, com surpresa e, para alguns, com indignação. Também afirmou que a população poderia diminuir se as uniões homossexuais prosperassem. "O Brasil tem 200 milhões de habitantes, daqui a pouquinho vai reduzir para 100."
Ontem, Fidelix foi procurado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) e pelo pastor Silas Malafaia, que lhe levaram solidariedade e apoio.
fontes: bahia Notícias e Estado deMinas
imagem de Fidelis de wikipedia.org
n.b: os negritos são nossos
Comentários
Postar um comentário