Escândalo em Manaus-AM: Juíza aposentada e filhos de desembargadores acusados de comandar quadrilha dos precatórios

Sexta Feira, 05 de Abril de 2013

 desembargador Flávio Pascarelli 

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, do Tribunal de Justiça do Amazonas, foi quem determinou à Secretaria de Inteligência que investigasse  uma quadrilha que vendia facilidades para o recebimento de precatórios - dívida da Fazenda Pública com pessoas ou empresas – no Judiciário Amazonense. Fazem parte do esquema filhos desembargadores aposentados, parentes de uma juíza aposentada, advogados e agentes ligados ao Poder Executivo.
Uma assinatura falsificada em um documento completamente apócrifo (falso), com o nome do desembargador foi que levou o magistrado a determinar as investigações.
Pascarelli descobriu o esquema em maio de 2011, quando o missionário Júlio Alves Teixeira o procurou no Tribunal de Justiça, e em depoimento contou que em 2006 conheceu um homem  chamado  Raimundo Fernandes Cruz, que disse que conseguiria resolver a questão de processo que tramitava na Justiça.
Júlio disse que foi levado por Raimundo a uma casa na rua Luís Antony, onde foi apresentado a várias pessoas,  entre elas a juíza Zardeck Lamaranje Brasil e os irmãos dela Maurício e Edmée e a um suposto advogado,  Jamildo Guimarães e um jovem de nome Ricardo.
Depois de conversar com o grupo, disse ter sido convencido a passar uma procuração para Raimundo e o suposto advogado Jamildo, que em 60 dias resolveriam o pagamento de um precatório de R$ 25 milhões.
Mas depois de 90 dias, nada aconteceu  e somente passado de um ano foi informado que o pagamento estaria no orçamento do Estado e  que ele iria receber o dinheiro.
Júlio disse no depoimento que passados três anos, o procurador Raimundo Fernando lhe entregou cópia de um documento assinado pelo desembargador Flávio Pascarelli, que teria sido encaminhado ao procurador geral do Estado, onde constava o pedido de informações a respeito de planejamento e orçamento para pagamento.
O missionário afirmou que por várias vezes foi ao Banco do Brasil para tentar receber o precatório, mas não teve êxito e acabou desconfiando que tinha algo errado,  depois de falar com o advogado do estabelecimento bancário.
O  desembargador Flávio Pascarelli confirmou que denunciou o caso na Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas e pediu que a Secretaria de Inteligência investigasse o caso.
Pascarelli disse que a quadrilha sempre procura pessoas humildes para aplicar o golpe.
O desembargador acrescentou que hoje já sabe-se que existe funcionários do Poder Judiciário  envolvidos com a quadrilha que atua pelos corredores do Tribunal de Justiça.





Fonte: Portal do Holanda
foto de site Diário do Congresso

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