Cadeias: Ministro da Justiça critica sistema prisional brasileiro
14/11/12
Um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter condenado o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, a dez anos e dez meses de prisão, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse, em palestra a empresários, que preferiria morrer a cumprir pena num presídio brasileiro. "Se fosse para cumprir muitos anos na prisão, em alguns dos nossos presídios, eu preferiria morrer", garantiu nesta terça-feira (13), ao responder se apoiava a adoção da pena de morte e da prisão perpétua no Brasil. "Entre passar anos num presídio brasileiro e perder a vida, eu talvez preferisse perder a vida", acrescentou, ao ser novamente indagado sobre o assunto pelos jornalistas. Em seguida, o ministro disse ser contrário a ambas penas, explicando que é necessário melhorar o atual sistema prisional, ao invés de adotar essas medidas.
Cardozo ressaltou ainda que as condições dos presídios brasileiros geram violações aos direitos humanos e que a pena de morte não teria eficácia como medida de combate à violência. "Do que nós precisamos? De um bom sistema, com reinserção social, e não prisão perpétua ou pena de morte", disse o ministro da Justiça, durante evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide). "Temos um sistema prisional medieval, que não só desrespeita os direitos humanos como também não possibilita a reinserção", completou, explicando que falava como cidadão, e não como governante.
A declaração estapafúrdia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dada um dia depois da condenação da quadrilha que comandava o PT, não foi dada gratuitamente. Ao declarar que prefere morrer a ir para um presídio, a autoridade responsável pela qualidade do sistema prisional, lança uma campanha para mudar a Lei de Execuções Penais.Qualquer mudança neste tema, sempre favorece os réus.
Nota do Blog: a mensagem sub-reptícia, dá a entender que Dirceu e Genoíno não podem cumprir pena nestas penitenciárias...desconfio que deu um tiro no pé...
Fontes: Portais diário do Grande ABC eClóvis Cunha
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