Tom Oliveira -
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Segurança Pública: Da corrupção ao 'lixo': polícia do Rio e de São Paulo estão na berlinda
O ex-secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto - que agora candidata-se a deputado federal pelo PMDB - disparou na última quinta-feira (25), durante uma cerimônia da Rota (tropa de elite da PM de São Paulo), contra o atual secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, chamando-o de “lixo” e recusando-se a cumprimentá-lo. Ferreira Pinto é conhecido como um grande crítico da corrupção policial. As especulações sobre sua saída de Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em 2012, giram em torno do seu posicionamento sobre o assunto. O fato é que este episódio, aliado ao recente escândalo de suposta corrupção envolvendo a cúpula da Polícia Militar do Rio de Janeiro, evidencia a crise no setor de segurança dos dois principais estados do país. Crise que expõe o cidadão ao risco e estimula a incredulidade em relação àquele que deveria ser um dos principais pilares da sociedade.
Especula-se que o discurso de Ferreira Pinto contra a corrupção dentro Polícia Civil estava criando um racha entre as corporações, já que ele é um ex-PM. Logo depois da sua saída da Secretaria de Administração Penitenciária (durante a qual chegou a criticar duramente a situação dos presídios brasileiros), e entrada na SSP, ele chegou a afastar 120 policiais por suspeitas de envolvimento com corrupção, extorsão e envolvimento com o crime organizado.
Atual secretário, Grella, à esquerda e antigo secretário Ferreira Pinto à direita. Ao passar para cumprimentar o secretário, Pinto não aperta sua mão e diz 'lixo!"
Ferreira Pinto deixou a Secretaria durante uma onda de violência na cidade de São Paulo, em 2012. No último ano, ele vem fazendo críticas constantes à política de segurança pública em São Paulo e à gestão de Geraldo Alckmin. Em uma carta publicada na imprensa em junho, ele chamou a gestão de Alckimin de frouxa. Ele também criticou publicamente a "falta de coerência" da PM paulista durante as manifestações.
A crítica à gestão de São Paulo vem depois de uma série de denúncias contra a alta cúpula da Polícia Militar no Rio de Janeiro. No Rio, a investigação sobre um possível esquema de propina dentro do comando da PM e o silêncio do governo estadual abalaram as instituições militares.
A Operação Amigos S/A, que investigou diversos policiais, especialmente da Zona Oeste do Rio, foi comandada por agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. Ela prendeu mais de 20 policiais, inclusive o ex-comandante do Comando de Operações Especiais (COE), coronel Alexandre Fontenelle.
Um dos PMs presos nessa operação fez grave denúncias contra outros policiais em posto de comando. Na última sexta-feira (26), o Ministério Público do RJ abriu um procedimento de investigação criminal, atingindo os mais importantes cargos da polícia. A decisão de instaurar inquérito veio um dia depois de a Corregedoria-Geral Unificada da PM (CGU) não atender ao pedido dos promotores para a instauração de procedimento administrativo disciplinar e sindicância patrimonial contra a cúpula da instituição.
Serão investigados o comandante-geral, José Luís Castro Menezes, o chefe do Estado-Maior, Paulo Henrique Moraes, e o chefe do Estado-Maior Administrativo, Ricardo Coutinho Pacheco.
O policial militar que delatou um suposto esquema que envolve a cúpula da PM, afirma que os policiais tem que pagar aos comandantes do Batalhão e por sua vez, cada batalhão tem que direcionar uma certa quantia para o Estado-Maior da PM. Esse dinheiro seria provindo de extorsão e propina.
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Domingo, 23 de Março de 2025 Tom Oliveira * A mulher que foi presa por ter pichado a estátua do Supremo Tribunal Federal, nos chamados " atos golpistas de 8 de janeiro de 2022, Débora Rodrigues dos Santos, casada, manicure, dois filhos menores, recebeu a pena de 14 anos de prisão do relator, o indefectível Alexandre de Moraes. No depoimento à Polícia Federal, enviado ao STF, Débora contou que uma mulher estava pichando a estátua, mas disse que tinha a “letra feia” e pediu para que a manicure continuasse. Débora escreveu: perdeu mané , cuja frase ficou famosa depois que o ministro Luis Barroso, do STF e amigo de Moraes, teria pronunciado contra pessoas que o incomodava num jantar, em Nova York, isso em 2022. Ressalte-se que a gíria brasileira Mané significa bobo, idiota. Para justificar a alta condenação da moça " mané ", o ministro Moraes foi rebuscar o vernáculo jurídico . Segundo Moraes, "o desencadeamento violento da empreitada criminosa afasta a p...
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