A suspeição de Fachin e a boa notícia para Temer


Sexta feira, 07 de Julho de 2017

Sogro de filha de Fachin é chefe em empresa da família Batista


O sogro da filha do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), é chefe em uma das empresas da família do empresário Joesley Batista, cujo acordo de colaboração premiada foi homologado pelo magistrado.

Marcos Gonçalves é pai de Marcos Alberto Rocha Gonçalves, casado com uma das filhas do ministro e sócio fundador do escritório Fachin Advogados e Associados – do qual o relator da Lava Jato se afastou ao chegar ao STF.

Segundo a Folha apurou, Marcos Gonçalves trabalhou por 16 anos para o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley, e hoje é chefe de compra de gado do Mataboi Alimentos, frigorífico administrado por José Batista Júnior, o mais velho dos irmãos Batista.

Conhecido como Júnior Friboi, o primogênito da família Batista foi presidente da JBS de 1980 a 2005, quando decidiu se candidatar ao governo de Goiás. Naquela época, passou a integrar o Conselho de Administração da JBS, delegando a gestão da empresa aos dois irmãos.
A relação de Fachin com a família Batista tem sido explorada por aliados do presidente Michel Temer.

Deputados da base aliada ao Planalto protocolaram na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, por exemplo, um pedido de explicações a Fachin sobre sua relação com Ricardo Saud, lobista do grupo J&F, que controla a JBS, e que o teria ajudado em sua campanha de indicação ao STF –o que o ministro nega a aliados.

Presidente do colegiado, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) arquivou o requerimento.

Em contato por telefone, Marcos Gonçalves confirmou à Folha ser pai do genro de Fachin, mas se negou a responder sobre sua relação com os irmãos Batista, Saud e sua função ou tempo de trabalho nas empresas da família.

“Não trabalho na JBS, trabalho no Mataboi Alimentos, e não falo da minha vida. Entendo que você é repórter, entendo a sua função, mas eu não falo”, afirmou.

Filho de Marcos Gonçalves, o genro de Fachin hoje comanda o escritório de advocacia que leva o sobrenome do ministro ao lado da mulher e uma das filhas do magistrado, Melina Fachin. Os dois estão juntos desde 2003.

O próprio relator da Lava Jato atuou na firma desde sua fundação até ser indicado ao Supremo, há dois anos.


fonte: blog Clóvis Cunha

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Presidente da CCJ nega requerimento da oposição para ouvir Janot

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), rejeitou nesta quinta-feira todos os requerimentos apresentados por deputados para a realização de oitivas, as quais incluíam uma audiência com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A comissão será responsável por analisar a denúncia de Janot contra o presidente Michel Temer (PMDB).
A convocação de Janot foi solicitada por parlamentares da oposição. Com a decisão de Pacheco, o parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia na CCJ, terá de ser baseado apenas na denúncia de Janot e na defesa de Temer, apresentada na quarta-feira pelos advogados do presidente.
A oposição prometeu avaliar a decisão de Pacheco e cogita recorrer ao plenário da CCJ. “Seria enriquecedor se a CCJ ouvisse o autor da denúncia e aqueles que estão sendo acusados pela defesa de Michel Temer de fraudar a perícia daquela conversa deplorável com Joesley [Batista, dono da JBS]. Essas oitivas seriam importantes para instruir nossa decisão”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
Rodrigo Pacheco PMDB/MG
Rodrigo Pacheco PMDB/MG (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)




fonte: Veja

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